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Sobre

Um site pequeno, escrito por uma pessoa só

O PressDodge é mantido por Nuno Magalhães, a título particular, a partir de Lisboa. Não há redação, não há equipa, não há escritório — há uma pessoa, um telemóvel Android e vinte e cinco jogos escolhidos com tempo.

Este site nasceu de uma irritação concreta: procurar um jogo gratuito para Android em português dá quase sempre no mesmo sítio — listas geradas em série, com trinta títulos, dois parágrafos por título e a mesma frase repetida com nomes trocados. Nenhuma dessas listas responde às perguntas que interessam: quanto tempo consome uma sessão, se funciona sem rede, se a versão portuguesa é aceitável, se a interface serve para uma pessoa de setenta anos.

A resposta foi fazer o contrário: poucos jogos, texto próprio para cada um, e a assunção de que uma opinião assinada vale mais do que uma nota média sem autor.

O que este site é

Um catálogo comentado de 25 jogos gratuitos para Android, com uma análise por título, sete páginas de género, seis seleções temáticas e quatro comparações diretas. Todo o texto é escrito de raiz em português de Portugal.

As classificações que aparecem nas fichas são lidas na Google Play para Portugal e reproduzidas sem alteração. A nota editorial, essa, é minha, aparece sempre com outro nome e nunca substitui a da loja.

O que este site não é

Não é uma loja: não aloja ficheiros de instalação, não tem botões de descarregamento e não recebe nada por instalações. Cada jogo é publicado pelo respetivo estúdio na Google Play.

Não é uma redação: não existe «a nossa equipa», nem «testámos durante centenas de horas com cinco editores». As análises resultam do uso normal de uma pessoa, com o tempo que uma pessoa tem.

Não é uma autoridade: a avaliação é editorial e subjetiva. Onde há dúvida, o texto diz que há dúvida, e a página como avaliamos os jogos descreve o método com as limitações que ele tem.

Não é um site de notícias: não há datas de publicação a piscar nas fichas nem corrida a lançamentos. Um jogo entra no catálogo quando houver tempo para o jogar a sério.

Como um jogo entra no catálogo

O processo é lento de propósito e é o mesmo para todos os títulos.

  1. Instalação e primeira semana

    O jogo é instalado num telemóvel Android comum, em português, e usado como qualquer pessoa o usaria: sessões curtas, dias interrompidos, algumas noites mais longas.

  2. Registo do que incomoda

    Anoto tudo o que atrapalha — texto ilegível, traduções erradas, ecrãs que não abrem sem rede, sessões que não se conseguem interromper. É deste caderno que sai a lista de aspetos negativos de cada ficha.

  3. Verificação da classificação

    A classificação é lida na ficha da Google Play para Portugal, no momento da escrita, e copiada tal como está — sem arredondar e sem converter.

  4. Escrita e arrumação

    A análise é escrita de raiz, com as secções que aquele jogo justifica, e o título é colocado no género que descreve melhor a experiência real, que nem sempre é o da loja.

  5. Segunda passagem, semanas depois

    Volto ao jogo passado algum tempo. É nessa altura que se percebe o que fica: quase todas as frases sobre desgaste e repetição vêm desta segunda visita.

Independência e transparência

Nenhum estúdio pagou, pediu ou reviu qualquer texto deste site. Não existem análises patrocinadas nem posições compradas em listas.

O site é servido através da rede da Cloudflare, que trata pedidos técnicos em nome do editor — endereço, referenciador, tipo de dispositivo e país aproximado —, conforme descrito na política de privacidade.

Se encontrar um erro factual — um programador mal escrito, uma classificação desatualizada, uma afirmação sobre funcionamento sem rede que não corresponde ao seu telemóvel —, escreva. Correções assim são o tipo de mensagem mais útil que este site pode receber.