Word Sort Fun - Palavras Grupo
Poucos jogos deste catálogo precisam de tantos parágrafos para explicar o que se faz. As palavras não estão numa grelha; estão em cartas, empilhadas em montes, e o objetivo é arrumá-las por famílias antes que a mesa fique bloqueada. É solitário com vocabulário — e, quando encaixa, é a melhor ideia do género.

Cartas com palavras distribuídas em montes, à espera de arrumação 
Mesa quase resolvida, com as famílias de palavras já reunidas
Os primeiros minutos
São confusos, e convém dizê-lo já. A primeira mesa aparece cheia de cartas, com um tutorial que aponta setas para tudo ao mesmo tempo e explica pouco. Só à terceira ou quarta tentativa fica claro que cada monte aceita palavras de uma categoria e que a ordem das jogadas importa mais do que a palavra em si.
Passada essa barreira, o jogo abre-se de repente. É uma daquelas mecânicas que não se percebem a ler e que se tornam evidentes ao fazer.
A mecânica, explicada devagar
Há montes de cartas visíveis e uma reserva. Cada carta transporta uma palavra e uma categoria implícita; arrumar significa colocá-la onde pertence, libertando a carta seguinte por baixo. Como em qualquer solitário, uma jogada apressada fecha caminhos e a mesa pode ficar num impasse sem que nada de errado tenha acontecido.
- Ler as cartas visíveis antes de tocar em qualquer uma.
- Arrumar primeiro as que libertam mais cartas por baixo.
- Guardar a reserva para desbloquear, nunca para adiantar trabalho.
- Aceitar que algumas mesas nascem impossíveis — faz parte do formato.
Sem ligação à internet
Funciona inteiro em modo de voo, incluindo a progressão. É um argumento sério a favor deste título, porque a maioria dos híbridos deste tipo depende de servidores para gerar tabuleiros.
O único momento em que a falta de rede se nota é na entrada, quando o jogo procura conteúdo novo durante alguns segundos antes de desistir e abrir na mesma.
O que pode incomodar
A interface é uma mistura pouco elegante de dois mundos: menus de jogo de cartas por cima de uma estética de jogo de palavras, com tipos de letra que mudam de ecrã para ecrã. Nada impede de jogar, mas nada parece pertencer ao mesmo produto.
Há ainda o problema das mesas insolúveis. Quem não estiver habituado a solitários vai ler isso como injustiça do jogo, e não como característica do género. Um aviso claro na altura do impasse resolveria a frustração; esse aviso não existe.
O que sobra depois de um mês
Sobra um jogo que se abre duas ou três vezes por semana, quando apetece pensar um bocado sem barulho. Não é candidato a passatempo diário — a exigência mental é alta de mais para isso — mas resiste muito melhor ao tempo do que os jogos de palavras convencionais, porque cada mesa é um problema novo e não uma repetição do anterior.
Veredito
A ideia mais interessante entre os jogos de palavras do catálogo, mal servida pela apresentação. Vale o esforço dos primeiros quinze minutos a quem já gosta de solitários; para os restantes, será uma desinstalação rápida.
7,3nota editorial em 10, subjetiva e independente da Google Play
O que corre bem
- Mecânica original, sem paralelo direto no resto do catálogo
- Funciona por inteiro sem ligação
- Cada mesa é um problema novo, o que atrasa o desgaste
- Não existe cronómetro em lado nenhum
O que pesa contra
- Tutorial insuficiente para uma mecânica pouco intuitiva
- Interface visualmente inconsistente
- Mesas sem solução sem qualquer aviso