Cinco jogos para uma mesa com gente a mais
O critério desta lista é brutal: se as regras não couberem em trinta segundos de explicação a seis pessoas, o jogo não entra. Um jantar não é sítio para tutoriais.
Todos estes títulos foram usados com grupos reais de quatro a oito pessoas, com idades entre os dez e os setenta. A ordem reflete a facilidade com que o grupo entrou no jogo — do que arranca sozinho ao que precisa de um mínimo de organização prévia.
A lista, por facilidade de arranque
Quem sou eu? - CharadesApp
Toda a gente percebe em vinte segundos: telemóvel na testa, os outros dão pistas, inclina-se para marcar. Os temas em português evitam o desastre habitual das listas traduzidas e o resumo final da ronda é o momento em que a mesa se ri mais.

Quem sou eu? Charadas: Guessly
A mesma mecânica com apresentação mais moderna e um catálogo maior. Fica em segundo por um motivo concreto: algumas categorias trazem traduções literais que obrigam a saltar cartas, e isso quebra o ritmo de uma noite.

Stop 2 - Adedonha Online
A adedonha de sempre, com sala privada para o grupo e correção automática das respostas. Exige que cada pessoa tenha o seu telemóvel e uma ligação decente, o que é a única barreira de entrada real desta lista.

Damas - Online & Offline
Não é jogo de mesa cheia, é jogo de dois — mas resolve o momento em que o grupo se parte e sobram duas pessoas. O modo local passa o tabuleiro de um lado ao outro no mesmo aparelho, sem contas nem ligação.

Milionário - Quiz Brasileiro
Funciona surpreendentemente bem em grupo, com uma pessoa a ler as perguntas em voz alta e o resto da mesa a discutir. Convém saber de antemão que parte das perguntas assenta em referências brasileiras.

Três avisos antes da noite
Primeiro: carregue o telemóvel. Um jogo de charadas com o ecrã aceso durante duas horas consome bateria a um ritmo que ninguém antecipa.
Segundo: escolha o tema antes de anunciar o jogo. Metade das noites falha porque alguém abre a aplicação com sete pessoas a olhar e passa cinco minutos a navegar em menus.
Terceiro: nem tudo tem de ser competitivo. Duas destas propostas funcionam melhor sem contagem de pontos, e é perfeitamente legítimo desligar o placar e jogar apenas pelo barulho.