Royal Kingdom
Quando um estúdio lança uma continuação de um jogo que corre bem, há duas hipóteses: repetir a fórmula ou aprofundá-la. A Dream Games escolheu a segunda, e o resultado é um jogo que agrada mais a quem já esgotou o anterior do que a quem chega pela primeira vez ao género.

Tabuleiro de match com obstáculos encadeados, mais denso do que no jogo anterior 
Construção de distritos do reino, a estrutura de progresso desta continuação
O que herda e o que muda
A base é idêntica: peças coloridas, linhas de três, movimentos contados, obstáculos a partir. Quem jogou o Royal Match não precisa de aprender nada. As diferenças estão à volta: os níveis têm mais camadas de obstáculos, os objetivos combinam-se com mais frequência e a construção entre partidas passou de decorar divisões a erguer distritos inteiros, com uma sequência de tarefas mais longa.
Há também um antagonista e um elenco de personagens com alguma presença, o que dá à progressão um fio mais explícito do que a simples restauração de um castelo.
Ritmo e duração das sessões
É mais lento. Um nível médio leva dois a quatro minutos, quase o dobro do tempo do jogo anterior, e as paredes de dificuldade aparecem mais cedo. Uma sessão útil, que faça avançar alguma coisa na construção, exige quinze a vinte minutos — deixou de ser um jogo de pausa curta.
Essa mudança é a decisão mais consequente desta continuação, e explica porque é que alguns jogadores do primeiro título não se adaptam.
Curva de dificuldade
Sobe mais cedo e com degraus maiores. Ainda dentro dos primeiros cinquenta níveis já aparecem tabuleiros que exigem três ou quatro tentativas, algo que no Royal Match só acontecia bem mais tarde. Quem gosta de dificuldade agradece; quem procurava um passatempo tranquilo vai preferir o antecessor.
Comparação com jogos vizinhos
Dentro do catálogo, o par natural é o próprio Royal Match, e a diferença resume-se a tempo por sessão: o mesmo gesto, ritmos diferentes. A comparação dedicada desenvolve isto com uma tabela por eixos.
Fora do género, quem procura dificuldade sem estrutura diária encontra-a no Tap Tile!, com sessões muito mais curtas e nenhuma agenda.
O que pode incomodar
A mesma insistência do jogo anterior, agravada pela dimensão das tarefas de construção: há sempre algo por terminar e sempre uma contagem a correr. Para quem gere isso mal, é um jogo cansativo.
A aplicação é também mais pesada e demora visivelmente mais a abrir em telemóveis com quatro ou cinco anos.
Veredito
Melhor jogo para quem quer profundidade, pior escolha para quem quer leveza. A classificação de 4,6 é a mesma do Royal Match, mas o público não é.
7,7nota editorial em 10, subjetiva e independente da Google Play
O que corre bem
- Obstáculos mais interessantes do que no jogo de origem
- Progressão com fio narrativo mais claro
- Dificuldade real desde cedo
O que pesa contra
- Sessões demasiado longas para pausas curtas
- Aplicação pesada em aparelhos antigos
- Estrutura de tarefas sempre em contagem